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Por: Luís Rodrigues
Situada a cerca de 200 kms da capital provincial de Nampula, Nacala-a – Velha é dos distritos com menos infra-estruturas sociais e com maior índice populacional ( cerca de 105 mil habitantes) conforme as projecções do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Com uma superfície de mais de 1.700 quilómetros quadrados, Nacala-a-Velha possui terras férteis para a prática da agricultura do sector familiar, não fosse a acção devastadora do fenómeno da podridão radicular da mandioca, base alimentar de grande parte da sua população. Agravada com a caída irregular das chuvas, os seus habitantes vêm-se, vezes sem conta, obrigados a recorrer a todo o tipo de tubérculos para matar a fome. Nunca se ouviu falar de unidades fabris de grande
dimensão no distrito e, consequentemente, o desemprego domina maior número de jovens.
A turmalina constitui o mais valioso recurso mineral de Nacala-a-Velha, cuja exploração é feita através da mão de obra infantil, que se vê forçada a transformar-se em toupeiras humanas para, em moldes artesanais , cavarem a terra à procura deste precioso recurso mineral e depois venderem-no a preços de rebuçado. Os lamentos das populações em face dos constrangimentos com que se debatem no seu dia a dia atingiram níveis insuportáveis. Entretanto, parece que o governo e seus parceiros decidiram, uma vez por todas, resolver os cruciais problemas do distrito. Somas avultadas em dinheiro foram e estão a ser investidos em vários projectos, visando “salvar” Nacala- a-Velha dos actuais níveis de pobreza em que se encontra mergulhado. Prevê-se que os referidos projectos, cujos investimentos rondam em cerca de nove milhões de contos venham aumentar o número de furos de água, de unidades sanitárias e educacionais. Os “boss” serão contemplados com habitações mais condignas. Bem haja Nacala-a-Velha.
WAMPHULA FAX – 17.05.2005